Hoje já é sabado, mas até agora há pouco era sexta. Estou em Itu, na casa de campo do meu primo Luiz. O quarto em que estou é branco, super bem acabado, com aquela atenção primorosa aos detalhes e à limpeza que só uma Dulinsky teria. Antes de hoje eu só tinha entrado nele uma vez, pra conhecer. E mesmo assim me sinto em casa. Depois de assistir à boa parte de uma comédia pela segunda vez, é um bom fim de noite pra um dia que não foi exatamente dos melhores.
Ontem à noite a minha mãe me avisou que a mãe do meu tio morreu, e que o velório seria no dia seguinte, de manhã. Eu não conhecia ela muito mais do que socialmente, mas gosto muito do meu tio. E é evidente que o meu tio amava muito ela. Então eu também gostava muito dela, por tabela. É realmente uma pena o que acontece com uma pessoa quando ela envelhece. É muito difícil manter a dignidade. À medida que o tempo passa, a gente vai cada vez mais ficando terrestre, carnal, escravo de todo tipo de exigencia dos nossos corpos ao passo que eles vão se esgotando. Para ela, parece que foi um alívio, como é a historia de muitos velhinhos que se vão. Mas é estranho. Em sao paulo, só existe um crematório. Velórios, existem vários. E talvez por isso a experiência do velório seja tão mais fácil de assimilar do que a do crematório, mesmo que o caixão fique aberto para todo mundo ver exatamente quão vazio é o corpo depois que a alma se vai. Pelo menos a situacao é bem mais descontraida. O povo conversa, até rí de histórias que se contam pra tirar a atenção momentâneamente do foco inevitável das atenções. A mortalidade dos outros, a nossa própria, a necessidade de se fazer uma marca, de se ter um legado, deixar algo que transcenda todo esse processo tão mundano que é morrer.
O pessoal esta todo à postos em volta de um pedestal de mármore com um furo retangular no meio. Todo mundo sabe o que vai acontecer. A música começa a tocar nas caixas de som do crematório. Tenho a nítida impressão de que é exatamente a mesma música que ouví quando a minha avó morreu. Flashback pra casa fantasma da Disney, quatro anos de idade. Olho pra trás e vejo que o susto que tinha acabado de tomar foi exatamente o mesmo que o pessoal do carrinho atrás de mim tomou. Foi uma das primeiras vezes que eu lembro de ter tido a minha inocência lapidada. Talvez tenha tocado essa exata música 20 minutos atrás. Não acredito que o processo seja tão impessoal, tão banal quanto isso. Vejo a emoção das pessoas ao redor, sei que a dor que sentem é verdadeira. Mas não consigo afastar uma sensação de que a praticidade impera, que a criatividade nesse momento não existe, e que talvez seja uma coisa da qual me arrependesse. Um barulho de máquinas trabalhando. Em segundos o que parecia ser o fundo do buraco dentro do pedestal se revela um par de portas. Ao som de rangidos mecânicos, uma plataforma com um caixão em cima aparece pela abertura. É o nosso ente querido, por uma última vez. Ficamos assim alguns minutos. Não fosse pela música, seriam minutos de silêncio absoluto, que só de vez em quando é quebrado pelo choro discreto de um ou de outro. Quando o tempo esgota, a música pára, e mais uma vez ouvimos os barulhos das engrenagens. Vemos o caixão ser engolido grosseiramente pelas portas escuras. A imagem é tão agoniante, dá um desespero tão grande ao saber ser esse o último contato com essa pessoa, que mesmo não tendo conhecido a Dona J. muito bem, dá vontade de pular atrás dela, de impedir que ela se vá pelas portas. É impressionante que, especialmente sabendo que este processo vai ser repetido várias vezes ao longo do dia com familias diferentes, o único crematório de São Paulo escolhe esta imagem como a última memória que teremos da pessoa amada. No mínimo, deveriam incentivar algum tipo de personalização, pelo menos tocar a música preferida da pessoa, sei lá.
Não sei se consigo impor na nossa tão doutrinada cultura e familia o desprendimento dos mexicanos no seu "Dia de Los Muertos". Mas, apesar de concordar com a praxe de doar tudo que for doável quando morrer, e depois ser cremado, certamente não quero que os vivos tenham de passar pelo que passei hoje. E não é nem a dor da perda de uma boa pessoa que ofende (nada mais natural do que a morte eventual), e sim o despredimento emocional que nos permitímos depois de botar todos os pingos nos Is com uma despedida "come il faut", mas pró-forma, dessas. Tô quase botando no meu testamento como exigência uma cremação Viking, com direito à balsa flamejante rumo ao por-do-sol, ninfas em trajes sumários, e Tchaikovsky.
Random thoughts, comments, essays and what not. In english or portuguese, as dictated by solar flare radiation. I see this as a great exercise. The mind works, ideas flow. And if you find something in here that amuses you, Buddha will smile upon you for three days and three nights.
Monday, June 19, 2006
Friday, June 16, 2006
necessaire de um artista 3D
Eis a minha sugestao de o que que um artista digital deve carregar consigo a toda hora. Isso sem contar com os clássicos do McGyver - duct tape, canivete suisso e chiclete (caso precise fazer uma bomba).
Agenda -- anotar despesas do dia, coisas a fazer. Besteiras que ajudem a marcar a passagem do tempo. Bom pra exercitar a memoria, e ter uma ideia visual do que está por vir. É bom escrever o que tem de fazer ao longo do dia, todo dia, por duas razoes : 1) quanto mais coisas voce tirar da lista de coisas a fazer, menos vezes tem de ficar escrevendo isso, e 2) fica mais facil de ficar lembrando o que tem de fazer se tiver de escrever a lista todo dia na agenda. Meio redundante com o Ipaq, mas é bom ter a versao analogica tambem.
Sketchbook -- desenhar sempre que possível. Este livro dá pra mostrar pra qualquer um. Idealmente com espiral, pra ter menos pressao de ter de fazer um desenho irado toda vez que for rabiscar alguma coisa. Espaco pra colar qualquer desenho de guardanapo ou papel de restaurante que possa ter ficado legal.
livro de invencoes -- sempre que vir uma coisa que pode ser melhorada, já anota de uma vez, nem que seja um layout rápido e uma descricao ridícula. Idéias pra curtas, filmes, layouts pro site. Esse livro é pras coisas um pouco mais copyright.
Ipaq -- (ou similar) lembretes ao longo do dia, livros em eReader. Mesma coisa que a agenda tambem, mas esse fica te enchendo ao longo do dia com alarmes quando tem de entregar alguma coisa, etc. É bom ter os dois, e usar os dois, inclusive.
PSP -- com portifólio 3D em video, na memoria. Prático, e inútil, ao mesmo tempo.
Câmera digital -- pra tirar fotos legais, de referencia, ou texturas interessantes.
Estojo -- lapiseira .5, .3 (grafite azul), caneta preta, borracha plastica estilo lapiseira
Necessaire - escova, pasta, perfume, desodorante, só. Tudo em versao pequena, pra nao ocupar espaco. Se couber no estojo, entao, melhor ainda.
E é isso. Tudo bem que com tudo isso de tralha eletronica na mochila, nao dá pra nao ficar de olho, deixar em qualquer lugar. Mas em teoria, com isso nao se perde nem uma reuniao, nem uma ideia, nem um contato, nem se tem tempo morto. Dizem que em geral só se tem uma grande idéia na vida. É só a gente pesquisar um pouco o Steve Jobs (entre outros) pra saber que não é o caso. Idéias temos o tempo todo, desde observacoes que agora parecem fragmentadas, mas que depois podem ser uteis, até conceitos grandiosos, inviáveis. A diferença é que o Steve Jobs provávelmente é extremamente organizado. E os conceitos que nós consideraríamos inviáveis pra nós (reles mortais não billionários), ele provavelmente só repassa pra uma equipe de cientistas, e em um mes ou dois ele já pode ver o protótipo funcionando. Nada mal. Mas uma coisa de cada vez. Um dia ainda vou botar um produto no mercado que melhore em alguma coisa a vida das pessoas. E idealmente, a minha conta bancaria, tambem ;).
Agenda -- anotar despesas do dia, coisas a fazer. Besteiras que ajudem a marcar a passagem do tempo. Bom pra exercitar a memoria, e ter uma ideia visual do que está por vir. É bom escrever o que tem de fazer ao longo do dia, todo dia, por duas razoes : 1) quanto mais coisas voce tirar da lista de coisas a fazer, menos vezes tem de ficar escrevendo isso, e 2) fica mais facil de ficar lembrando o que tem de fazer se tiver de escrever a lista todo dia na agenda. Meio redundante com o Ipaq, mas é bom ter a versao analogica tambem.
Sketchbook -- desenhar sempre que possível. Este livro dá pra mostrar pra qualquer um. Idealmente com espiral, pra ter menos pressao de ter de fazer um desenho irado toda vez que for rabiscar alguma coisa. Espaco pra colar qualquer desenho de guardanapo ou papel de restaurante que possa ter ficado legal.
livro de invencoes -- sempre que vir uma coisa que pode ser melhorada, já anota de uma vez, nem que seja um layout rápido e uma descricao ridícula. Idéias pra curtas, filmes, layouts pro site. Esse livro é pras coisas um pouco mais copyright.
Ipaq -- (ou similar) lembretes ao longo do dia, livros em eReader. Mesma coisa que a agenda tambem, mas esse fica te enchendo ao longo do dia com alarmes quando tem de entregar alguma coisa, etc. É bom ter os dois, e usar os dois, inclusive.
PSP -- com portifólio 3D em video, na memoria. Prático, e inútil, ao mesmo tempo.
Câmera digital -- pra tirar fotos legais, de referencia, ou texturas interessantes.
Estojo -- lapiseira .5, .3 (grafite azul), caneta preta, borracha plastica estilo lapiseira
Necessaire - escova, pasta, perfume, desodorante, só. Tudo em versao pequena, pra nao ocupar espaco. Se couber no estojo, entao, melhor ainda.
E é isso. Tudo bem que com tudo isso de tralha eletronica na mochila, nao dá pra nao ficar de olho, deixar em qualquer lugar. Mas em teoria, com isso nao se perde nem uma reuniao, nem uma ideia, nem um contato, nem se tem tempo morto. Dizem que em geral só se tem uma grande idéia na vida. É só a gente pesquisar um pouco o Steve Jobs (entre outros) pra saber que não é o caso. Idéias temos o tempo todo, desde observacoes que agora parecem fragmentadas, mas que depois podem ser uteis, até conceitos grandiosos, inviáveis. A diferença é que o Steve Jobs provávelmente é extremamente organizado. E os conceitos que nós consideraríamos inviáveis pra nós (reles mortais não billionários), ele provavelmente só repassa pra uma equipe de cientistas, e em um mes ou dois ele já pode ver o protótipo funcionando. Nada mal. Mas uma coisa de cada vez. Um dia ainda vou botar um produto no mercado que melhore em alguma coisa a vida das pessoas. E idealmente, a minha conta bancaria, tambem ;).
O controle da TV
Há quem diga que não é mais a religiao que é o ópio das massas, e sim a televisão. E dá pra ir além, afirmar que assistir a TV é o coma cerebral auto-induzido, sobre o qual nos enganamos continuamente em acreditar que temos qualquer controle. "Eu posso parar a qualquer momento" é uma frase que normalmente seria associada à um viciado em drogas pesadas, em plena negação. Se me perguntassem sobre a TV, certamente falaria a mesma coisa. Mas o mal da TV não é tão óbvio quanto o das drogas. Depois de adulto, ninguém vai te dizer pra ir lá fora brincar. A verdade é que o mal da TV é o grande tempo perdido entre os poucos momentos em que você realmente está assistindo à uma coisa muito legal. Infelizmente, em geral é só desses bons momentos que nos lembramos, por mais que os anunciantes se esforcem. A não ser por um ou outro anúncio mais bem feito, de forma geral, nós (eu pelo menos) abstraímos os comerciais. Mas pra "eles" é até melhor, fica só o conceito gravado no seu subconsciente. Se você lembrasse de cada anúncio em sí, você teria a opção de se deixar manipular, ou não.
Pra se assistir à TV hoje em dia, precisamos da mesma mentalidade do menino que se diverte o dia inteiro subindo e descendo um morro coberto de neve com o seu trenó... só que sem a parte sadia do programa. Quando perguntamos pra ele o que ele fez, ele vai responder que passou o dia inteiro descendo o morro no seu trenó, quando na verdade passou o dia inteiro subindo o morro. Ainda não fiz o teste de marcar quanto tempo passa entre cada pausa nos programas. Mas estou sériamente considerando tirar a minha televisão da tomada por um tempo, depois de ter cronometrado um intervalo comercial na GNT-- 10 minutos! Estou bem desconfiado que passamos mais tempo aturando anúncios de produtos que não nos interessam do que assistindo aos programas que supostamente queremos ver. E sempre as mesmas propagandas, ainda por cima! Inacreditável. E isso que eu trabalho com publicidade...
O que nos leva à conclusão lógica: nosso cérebro simplesmente pára de trabalhar quando entram as propagandas. No mínimo, entra em estado alpha. Com sorte, quando volta o programa, ele volta a engrenar. Mas cada vez mais lentamente. Em geral o que acontece é que a pessoa passa a pular de canal em canal, procurando algo que nem ela mesmo sabe. Provavelemente, alguma mulher bonita em um programa qualquer. Baywatch tem mais de 1 bilhão de espectadores. RAI1 só tem programas com apresentadoras bonitas falando das maiores besteiras/futilidades. É isso que gerou a geração MTV, estimula o DDA. Falta de foco, falta de interesse, falta de propósito. O propósito passa a ser esquecido, é só passar o tempo. Se o homem assistindo fosse sincero consigo mesmo, iria pra locadora alugar um pornô e fim de papo. Quem ficaria feliz com essa apatia toda seria o Samuel Beckett, maldito existencialista. Esperando por Godot, um comercial por vez.
Tem uma anedota em inglês sobre um sapo que está sentado dentro de uma panela cheia de água. Quando a panela vai ao fogo, o sapo não está desesperado com a sua morte eminente, e sim feliz porque a água está ficando quentinha... Esse é o maior problema da TV. Não dá pra ter uma noção exata de quanto tempo estamos perdendo. Mas no geral, parece que o saldo é positivo, afinal já se passaram N horas e estou aceitávelmente satisfeito. A TV se auto-valida simplesmente pelo fato de passarmos tanto tempo na frente dela. Ou seja, já que temos livre arbítrio, o fato de escolhermos passar tanto tempo alí é porque o negócio têm de ser bom!
Meu ponto é esse, então: não temos livre arbítrio quanto à TV. Os comerciais são criados com embasamento em grupos de controle, maquinados para serem quase subliminares, não invasivos. Exatamente abaixo do limite do que é irritante. Ou tão irritantes que você não esquece mais (quer pagar quanto?!). Uma vez que ligamos a TV com o propósito de "ver qualquer coisa", é ela que está no controle. "Controle remoto" em si só já é um termo sugestivo. Porque nao "trocador de canais"?
Seja como for, desde já mudo a minha postura perante o cubo negro. Primeiro, respeito. Tem que ser visto como uma droga, quase um inimigo. Quantas vezes não vi algo que gerou uma idéia genial para uma pintura, ou uma invenção, ou um desenho (a TV em toda a sua glória), só pra depois mudar de canal e me distrair. Ponto pra TV, que me deu uma ótima ideia, da qual eu não lembro mais. "Se eu quisesse mesmo, poderia fazer aquela parada. Vou fazer... assim que acabar o Seinfeld." E o tempo passa...
Pra se assistir à TV hoje em dia, precisamos da mesma mentalidade do menino que se diverte o dia inteiro subindo e descendo um morro coberto de neve com o seu trenó... só que sem a parte sadia do programa. Quando perguntamos pra ele o que ele fez, ele vai responder que passou o dia inteiro descendo o morro no seu trenó, quando na verdade passou o dia inteiro subindo o morro. Ainda não fiz o teste de marcar quanto tempo passa entre cada pausa nos programas. Mas estou sériamente considerando tirar a minha televisão da tomada por um tempo, depois de ter cronometrado um intervalo comercial na GNT-- 10 minutos! Estou bem desconfiado que passamos mais tempo aturando anúncios de produtos que não nos interessam do que assistindo aos programas que supostamente queremos ver. E sempre as mesmas propagandas, ainda por cima! Inacreditável. E isso que eu trabalho com publicidade...
O que nos leva à conclusão lógica: nosso cérebro simplesmente pára de trabalhar quando entram as propagandas. No mínimo, entra em estado alpha. Com sorte, quando volta o programa, ele volta a engrenar. Mas cada vez mais lentamente. Em geral o que acontece é que a pessoa passa a pular de canal em canal, procurando algo que nem ela mesmo sabe. Provavelemente, alguma mulher bonita em um programa qualquer. Baywatch tem mais de 1 bilhão de espectadores. RAI1 só tem programas com apresentadoras bonitas falando das maiores besteiras/futilidades. É isso que gerou a geração MTV, estimula o DDA. Falta de foco, falta de interesse, falta de propósito. O propósito passa a ser esquecido, é só passar o tempo. Se o homem assistindo fosse sincero consigo mesmo, iria pra locadora alugar um pornô e fim de papo. Quem ficaria feliz com essa apatia toda seria o Samuel Beckett, maldito existencialista. Esperando por Godot, um comercial por vez.
Tem uma anedota em inglês sobre um sapo que está sentado dentro de uma panela cheia de água. Quando a panela vai ao fogo, o sapo não está desesperado com a sua morte eminente, e sim feliz porque a água está ficando quentinha... Esse é o maior problema da TV. Não dá pra ter uma noção exata de quanto tempo estamos perdendo. Mas no geral, parece que o saldo é positivo, afinal já se passaram N horas e estou aceitávelmente satisfeito. A TV se auto-valida simplesmente pelo fato de passarmos tanto tempo na frente dela. Ou seja, já que temos livre arbítrio, o fato de escolhermos passar tanto tempo alí é porque o negócio têm de ser bom!
Meu ponto é esse, então: não temos livre arbítrio quanto à TV. Os comerciais são criados com embasamento em grupos de controle, maquinados para serem quase subliminares, não invasivos. Exatamente abaixo do limite do que é irritante. Ou tão irritantes que você não esquece mais (quer pagar quanto?!). Uma vez que ligamos a TV com o propósito de "ver qualquer coisa", é ela que está no controle. "Controle remoto" em si só já é um termo sugestivo. Porque nao "trocador de canais"?
Seja como for, desde já mudo a minha postura perante o cubo negro. Primeiro, respeito. Tem que ser visto como uma droga, quase um inimigo. Quantas vezes não vi algo que gerou uma idéia genial para uma pintura, ou uma invenção, ou um desenho (a TV em toda a sua glória), só pra depois mudar de canal e me distrair. Ponto pra TV, que me deu uma ótima ideia, da qual eu não lembro mais. "Se eu quisesse mesmo, poderia fazer aquela parada. Vou fazer... assim que acabar o Seinfeld." E o tempo passa...
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